terça-feira, 12 de maio de 2020

Fotossíntese


A fotossíntese ocorre no interior das células das plantas e de outros organismos autotróficos fotossintetizantes, como em algas e alguns procariontes. É no cloroplasto que ela acontece.





A fotossíntese é um processo em que a energia solar é capturada por esses organismos fotossintetizantes convertendo-a em energia química. Esse processo é fundamental para a sobrevivência da vida no planeta e é a principal forma pela qual a energia entra na biosfera.


A produção de compostos orgânicos está baseada em água e dióxido de carbono. Um dos produtos finais desse processo é o oxigênio, que é liberado no ambiente



A fotossíntese acontece em duas etapas: a reação luminosa e a reação de fixação de carbono.
Na reação luminosa, estão envolvidos dois fotossistemas, que são unidades formadas por moléculas de pigmentos. Nesses fotossistemas, observam-se duas regiões: o complexo antena e o centro de reação. O complexo antena coleta a energia luminosa e leva-a para o centro de reação. No centro de reação, está presente um par de clorofila a - responsável por utilizar a energia luminosa na reação.
Existem dois tipos de fotossistema, que trabalham juntos: o fotossistema I e o fotossistema II. No fotossistema I, um par de moléculas especiais de clorofila, designado de P700, está relacionado com o pico ótimo de absorção. O fotossistema II apresenta um par de clorofila a denominado de P680.

Lembre-se: Os componentes dos dois fotossistemas são o complexo antena e o centro de reação.

Como já foi dito a fotossíntese ocorre em etapas ou fases que são denominadas fase luminosa ou fotoquímica e fase de fixação de carbono:
·         Fase luminosa ou fotoquímica
¨Nessa fase, que ocorre nos tilacoides dos cloroplastos, acontece a captação de energia luminosa, e esta é utilizada na produção de moléculas de ATP e na redução de moléculas de NADP+. A redução ocorrerá com a utilização proveniente da quebra de moléculas de água (fotólise da água). Esse processo dará origem ao NADPH, que será utilizado nas reações de fixação do carbono, fornecendo energia.
Essa fase é constituída por dois fotossistemas, fotossistema I e fotossistema II. Cada fotossistema pode ser constituído por até cerca de 400 pigmentos e apresenta dois componentes: o complexo antena e o centro de reação. O complexo antena, constituído por moléculas de pigmento, absorve a energia luminosa e transfere-a para centro de reação, em que ela será convertida em energia química. O centro de reação é constituído por proteínas e clorofila.
A energia luminosa é absorvida por uma molécula de pigmento no complexo antena e transferida para uma outra molécula de pigmento, e assim sucessivamente até atingir o centro de reação, no qual se encontra com um par de moléculas de clorofila associado a proteínas específicas.
Quando uma molécula de clorofila a absorve a energia, um de seus elétrons é transferido para um receptor de elétrons. À medida que ocorre a transferência desses elétrons, eles são substituídos por outros provenientes da fotólise da água, que ocorre no fotossistema II.
O aceptor final dos elétrons é uma proteína chamada ferredoxina, que irá transferir os elétrons para NADP+, reduzindo-os a NADPH. O processo de fotólise da água liberará prótons que serão bombardeados para o lúmen do tilacoide, estimulando a síntese de ATP.
O processo de fotólise da água também é responsável pela produção de O2. No fotossistema I, os pigmentos absorvem comprimentos de ondas de 700 nm ou maiores. Já no fotossistema II, os pigmentos absorvem comprimentos de ondas 680 nm ou menores. Geralmente os dois fotossistemas atuam em conjunto, entretanto, o fotossistema I pode atuar de forma independente.¨

·         Fase de fixação do carbono
¨Essa fase ocorre no estroma do cloroplasto por meio de reações denominadas Ciclo de Calvin, o qual consiste em três etapas. Na etapa de fixação do carbono, serão utilizadas as moléculas de NADPH e ATP produzidas na fase luminosa para a produção de açúcares com base na redução do carbono fixado. O processo inicia-se com a fixação do carbono a um açúcar constituído por cinco carbonos com dois grupos fosfato, conhecido como ribulose 1,5-bifosfato.
A fixação do carbono pela maioria das plantas ocorre geralmente por meio de uma enzima denominada RuBisCo. Essas plantas são denominadas C3, pois o primeiro produto do ciclo — duas moléculas de 3-fosfoglicerato ou ácido 3-fosfoglicérico (PGA) — apresenta três átomos de carbono em cada uma das moléculas. Entretanto, algumas plantas, denominadas C4, formam como primeiro produto um composto com quatro átomos de carbono e apresentam um modo alternativo de fixação do carbono.
Na segunda etapa, ocorre a redução do 3-fosfoglicerato a gliceraldeído 3-fosfato ou 3-fosfogliceraldeído (PGAL). Nessa etapa a fixação de três moléculas de CO2 a três moléculas de ribulose 1,5-bifosfato dará origem a seis moléculas de gliceraldeído 3-fosfato.
Na terceira e última etapa do Ciclo de Calvin, cinco das seis moléculas de gliceraldeído 3-fosfato, formadas na segunda etapa, são usadas para regenerar três moléculas de ribulose 1,5-bifosfato, o material inicial, fechando, assim, o ciclo.¨





Mapas mentais:













Essa postagem foi produzida a partir de textos dos seguintes sites:








terça-feira, 28 de abril de 2020

A membrana plasmática


A membrana plasmática é uma película fina que envolve o conteúdo da célula. É ela - a membrana – que regula a passagem e a troca de substancias (permeabilidade seletiva) entre a célula e o meio em que ela se encontra  
Várias substâncias se deslocam livremente, sem que a célula precise gastar energia, ou seja, elas entram e saem das células de forma passiva. É o caso do gás oxigênio e do gás carbônico, por exemplo. Já outras substâncias entram e saem das células de forma ativa. Ou seja, com gasto de energia.



A membrana plasmática é classificada como lipoproteica por apresentar em sua estrutura uma grande quantidade de fosfolipídios, colesterol e proteínas.

Geralmente, elas são compostas de uma porção fluida e uma porção sólida, representando os lipídeos e as proteínas respectivamente.
Os fosfolipídios e as proteínas são considerados os principais componentes moleculares de uma membrana plasmática. 

Em 1972, os biólogos estadunidenses Seymour Jonathan Singer e Garth L. Nicholson, perceberam que a dupla camada de fosfolipídios tem uma consistência oleosa e fluída. Por sua vez, as proteínas eram livres e mudavam de posição constantemente fazendo lembrar as peças de uma mosaico; nomeando a essa descoberta de “Modelo do Mosaico Fluido”. 
A quantidade de cada componente pode variar muito conforme a função, o tipo de célula e até mesmo a estrutura que essa célula está envolvida.

Os fosfolipídios possuem uma estrutura longa e complexa. Eles são lipídeos associados às moléculas de Fosfato. A sua principal função é manter a estrutura da membrana plasmática. 

gordura é uma grande aliada dos fosfolipídios. A substância é responsável por dar mais rigidez a bicamada lipídica, evitando a sua deformação. Isso acontece porque as moléculas de colesterol aumentam as propriedades da barreira da bicamada, diminuindo a sua mobilidade


As proteínas podem completar até metade da estrutura de uma membrana plasmática; elas exercem várias funções, sendo uma delas o transporte de substâncias importantes para a célula. Quando as substâncias dissolvidas na membrana plasmática não conseguem passagem por meio dos lipídeos, elas são colocadas para dentro e para fora das células por meio das proteínas.

As proteínas de uma membrana plasmática estão representadas por enzimas, glicoproteínas, proteínas transportadoras e antígenos.

Transporte de substâncias para a membrana plástica


O transporte de substâncias para as células pode ser realizado de duas formas:


Transporte ativo: nesse tipo de transporte, ocorre um gasto de energia no qual as partículas se deslocam da menor para a maior concentração. As substâncias transportadas dessa forma são: os íons sódio e o potássio, que garantem o impulso nervoso.


Transporte passivo: as partículas se movem, sem o gasto de energia, de locais mais concentrados para menos concentrado. Veja como esse deslocamento é feito:


Difusão Simples: nessa difusão a transferência de partículas ocorre de regiões mais concentradas para regiões menos concentradas. As substâncias atravessam a membrana ou pela própria membrana ou através de canais. Um exemplo de substâncias transportadas dessa forma são: oxigênio e o gás carbônico.

Difusão Facilitada: quando uma substância é transportada por meio da participação de proteínas presentes na membrana. Exemplo: aminoácidos e açúcares.

Osmose: a água é transferida de um meio menos concentrado (hipotônico) para um meio mais concentrado (hipertônico) com o objetivo de controlar as concentrações.


Referências:


Junqueira, L. C. & Carneiro, J. Biologia Celular e Molecular. 9ª Edição. Editora Guanabara Koogan. 338 páginas. 2012.
Koeppen, B.M. & Stanton, B.A. Berne & Levi - Fisiologia. 6ª Edição. Editora Elsevier. 864 páginas. 2009.
Lopes, S. Bio – Volume Único. 1ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 606 páginas. 2004.









Respiração celular: Cadeia respiratória (Fosforilação oxidativa)




A terceira e última etapa da respiração celular ocorre nas cristas mitocondriais. Essa etapa é chamada de fosforilação oxidativa, uma vez que se refere à produção de ATP a partir da adição de fosfato ao ADP (fosforilação). A maior parte da produção de ATP ocorre nessa etapa, na qual acontece a reoxidação das moléculas de NADH e FADH2.
Nas cristas mitocondriais são encontradas proteínas que estão dispostas em sequência, as chamadas cadeias transportadoras de elétrons ou cadeias respiratórias. Nessas cadeias ocorre a condução dos elétrons presentes no NADH e no FADH2 até o oxigênio. As proteínas responsáveis por transferir os elétrons são chamadas de citocromos.



À medida que vão sendo transferidos pela cadeia respiratória, os elétrons perdem energia e, no final da cadeia, conseguem se combinar com o gás oxigênio, formando água.
É importante lembrar que o gás oxigênio participa efetivamente da respiração celular nesta etapa, assim, sua ausência implicaria na interrupção do processo.
A energia liberada através da cadeia respiratória faz com que os íons H+ concentrem-se no espaço entre as cristas mitocondriais, voltando à matriz. Para voltar ao interior da mitocôndria, é necessário passar por um complexo proteico chamado de sintase do ATP, onde ocorre a produção de ATP. Nesse processo são formadas cerca de 26 ou 28 moléculas de ATP.


No final da respiração celular, há um saldo positivo total de 30 ou 32 moléculas de ATP: 2 ATP da glicólise, 2 ATP do ciclo de Krebs e 26 ou 28 da fosforilação oxidativa.


Referência:


AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia em Contexto. 1ª edição. São Paulo: Editora Moderna, 2013.

https://alunosonline.uol.com.br/biologia/cadeia-respiratoria.html

https://www.sobiologia.com.br/conteudos/bioquimica/bioquimica7.php

https://www.infoescola.com/bioquimica/cadeia-respiratoria/ 





https://brasilescola.uol.com.br/videos/respiracao-celular-cadeia-respiratoria.htm 

https://www.youtube.com/watch?v=0K7Ixbs8lBQ
https://www.youtube.com/watch?v=8zJjoJgNV-g